sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O que é Xamanismo...





Nos primórdios da humanidade, não havia fronteiras entre ciência, arte e religião. Tudo se fundia em uma única busca: conhecer as forças da natureza e saber usa-las em beneficio do homem. Esse era o dominío Xamã, figura tribal que exercia múltiplas funções de sacerdote, curandeiro, pesquisador do poder de cura das plantas, músico, poeta, narrador e guardão dos mitos e histórias do seu povo.
O termo original "samam" vem justamente do verbo "conhecer" na língua siberiana manchu-tungus, significando "aquele que conhece" ou, simplesmente "feiticeiro". Em português, ou melhor tupi, o exato equivalente seria "pajé" A definição clássica do xamanismo - "técnicas arcaicas de êxtase", pertence ao filósofo romeno Mircea Eliade - 1907-1986, especialista em Historia das Religiões e um dos vários estudiosos que ficaram impressionados com o modo como as práticas xamânicas se reproduzem identicamente entre nativos de regiões tão distantes quanto, Sibéria, Austrália, Amazonas.
A pricipal delas, como destaca Eliade, é entrar em transe por meio de ritmos repetitivos tocados em tambores ou de substâncias psicoativas encontradas em fungos ou vegetais. Nesse estado alterado de consciência, o Xamã seria capaz de realizar o chamado "voô mágico": despreender-se do próprio corpo para viajar a outros planos do universo para o alem. "Nesses mundos, alguns celestiais, outros subterrâneos, ele vai resgatar almas perdidas. Isso porque a crença desses povos, quando alguém esta doente é porque sua alma esta perdida" diz o antropólogo Robin Wright, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
Outro traço comum às diversas tradições xamanicas é trabalhar com "espiritos aliados, tanto de seus ancestrais, quanto de animais selvagens ou não e ervas medicinais. São os chamados animais e plantas de poder, que ajudam a viajar por outras dimensões e a curar males físicos e psicológicos. Não importa a origem, todo Xamã invoca, em seus rituais, os espíritos do mundo animal e vegetal.

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